Por Clóvis Gonçalves
Cinquenta e seis presos foram encontrados mortos dentro de cadeias em Manaus nesta última segunda-feira (27 de maio), informou o Governo do Amazonas. Na véspera, uma briga entre presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (COMPAJ) deixou 15 presidiários mortos. A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) informou que as mortes desta última segunda-feira, todas com indício de asfixia, ocorreram nas seguintes unidades:
- Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) – 27 mortos
- Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) – 6 mortos
- Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) – 5 mortos, além de 4 feridos levados para atendimento médico.
- COMPARJ – 4 mortos.
Ainda de acordo com a SEAP “neste momento, a situação está controlada e os presos estão na tranca”. De acordo com a Umanizzare, empresa de gestão prisional, no IPAT um agente de socialização agredido pelos detentos foi levado a um hospital de Manaus. Ele teve pequenas escoriações e não corre risco.
Também nesta segunda, o Ministério da Justiça informou que vai enviar ao Amazonas integrantes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária. De acordo com o governo federal, a força-tarefa atua quando há crise no sistema penitenciário o objetivo é “controlar distúrbios e resolver outros problemas”. No caso do Compaj, integrantes da Força Nacional de Segurança Pública já atuam na área externa do presídio.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, conversou com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, na tarde desta segunda, informou o governo em nota. “Acabei de falar com o ministro Sérgio Moro, que já está mandando uma equipe de intervenção prisional para o Estado do Amazonas, para que possa nos ajudar neste momento de crise e um problema que é nacional: o problema dos presídios. A qualquer momento a equipe de intervenção do Ministério da Justiça desembarca no Estado para nos ajudar”, afirmou Wilson Lima no comunicado. (G1)
