terça-feira, 2 de outubro de 2018

EM ESTADO DE GREVE, PROFESSORES VÃO Á CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES NESTA QUARTA-FEIRA (3/10)

Por Clóvis Gonçalves
Os professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana se reuniram na manhã desta terça-feira (2 de outubro) e mantiveram o estado de greve. Além disso, a categoria aprovou algumas propostas, como a ida nesta quarta-feira (3 de  outubro) à Câmara de Vereadores para cobrar apoio dos edis com relação ao pagamento dos 60% dos precatórios do Fundef.
De acordo com a professora Marleide Oliveira, diretora da APLB-sindicato, entre as propostas aprovadas durante a assembleia está ainda a visita à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Feira, para saber qual o posicionamento da entidade sobre o precatório.
“A entidade no Maranhão está apoiando os professores na questão do precatório. Nosso jurídico já entrou em contato com a OAB de Feira pra ver qual vai ser o posicionamento da OAB de Feira e da Bahia, em relação a essa questão. Vamos também amanhã à Câmara de Vereadores, dia 3 de outubro, pois eu pedi um espaço pra falar. Nós encaminhamos um ofício para que a gente possa usar a tribuna da Câmara Municipal de Vereadores e ver qual vereador  que está do lado da categoria, porque toda a câmara de vereadores de Conceição da Feira defende, por unanimidade, que o prefeito divida o precatório com os trabalhadores”, informou Marleide Oliveira.
A sindicalista falou também que está marcando uma reunião com o deputado federal JHC, de Alagoas, que é presidente da comissão que discute precatórios. Ela ressaltou que caso o prefeito Colbert Martins não se posicione até o final do ano sobre o pagamento da verba, sobre a reformulação do plano de carreira, a mudança de referência e a alíquota da previdência, a categoria pode não iniciar o ano letivo.
“Amanhã, além da Câmara, vamos à secretaria de Educação, protocolar junto ao prefeito, pois a categoria por unanimidade quer a saída da professora Jayana do cargo de secretária. Porque ela é inimiga dos trabalhadores. Sempre se posiciona contra o pagamento do precatório, mas se beneficiou pessoalmente.
Ela é professora que nunca deu aula, e agora neste primeiro semestre foi publicado no Diário Oficial a incorporação do cargo que ela ocupa com salário de R$ 15 mil aos proventos de professora. Nesse sentido a categoria a elegeu como inimiga dos professores e quer a saída dela”, acrescentou a professora MarleIde Oliveira.
Com informações e fotos do repórter Paulo José do Acorda Cidade.