segunda-feira, 1 de outubro de 2018

BRASIL: EX-MINISTRO ANTONIO PALOCCI DIZ QUE HOUVE PROPINA EM 90% DAS MEDIDAS APROVADAS PELO GOVERNO

Por Clóvis Gonçalves
O ex-ministro da república Antonio Palocci revela em delação premiada que, das mil medidas provisórias editadas nos quatro governos do Partido dos Trabalhadores (PT) na Presidência da República, houve pagamento de propina em 900 delas. A informação foi revelada na delação premiada firmada pelo ex-parlamentar junto ao Ministério Público Federal (MPF). O conteúdo foi divulgado hoje (1º de outubro) pelo juiz federal Sérgio Moro.
Palocci conta diversas formas de corrupção adotadas pela gestão petista em parceria com partidos aliados. De acordo com o ex-ministro, houve acordos com PSB, PCdoB, PR, PP e PSC. "Quando não havia aproximação Ideológica, era óbvio que a formação do governo se dava com distribuição de cargos e dinheiro", diz Palocci na delação. 
O petista declarou que, em acordos com partidos pragmáticos, discutem-se apenas cargos e recursos. Já em acordos com partidos programáticos, discutem-se também programas de governo. "A corrupção é baixa em partidos que nunca foram do governo. Os partidos se corrompem quando passam a integrar o governo. Quanto maior o tempo de governo, maior é o nível de corrupção. Mesmo após deixarem o governo e passarem a compor oposição, os partidos continuam com práticas corruptas", afirmou o ex-ministro ao Ministério Público Federal (MPF)./Metro 1).

LULA ENCOMENDOU A GABRIELLI CONSTRUÇÃO DE SONDAS PARA "MANTER FUTURO POLÍTICO" DO PT
Coordenador nacional da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República, José Sérgio Gabrielli teria sido convocado pelo ex-presidente Lula a fazer a construção de 40 sondas de petróleo para garantir o "futuro político do país e do Partido dos Trabalhadores", segundo a delação do ex-ministro Antonio Palocci. 
O texto, revelado hoje (1º de outubro) pelo site O Antagonista, narra o encontro: "No início de 2010, na biblioteca do Palácio do Alvoradam com a presença também de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Sérgio Gabrielli, no qual o então presidente da República foi expresso ao solicitar do então presidente da Petrobras que encomendasse a construção de 40 sondas para garantir o futuro político do país e do Partido dos Trabalhadores com a eleição de Dilma Rousseff, produzindo-se os navios para exploração do pré-sal e recursos para a campanha que se aproximava". 
Ainda de acordo com o documento, a ideia era "nacionalizar" o projeto do pré-sal a pretexto da geração de empresa, mas o objetivo final era atender aos interesses das empreiteiras nacionais, "as quais tinham ótimo relacionamento com o governo". As empresas citadas são a Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Camargo Correa.(Metro1)