A denúncia partiu da reportagem do Folha do estado
Há pouco mais de um mês, o jornal do FOLHA
DO ESTADO publicou uma série de reportagens denunciando o descarte
irregular de cerca de 5 toneladas de livros novos, sem qualquer uso, oferecidos
pelo FNDE -Fundo Nacional de Desenvolvimento a Educação aos alunos da rede
estadual de ensino, que foram parar em uma empresa de reciclagem de papel em
Feira de Santana.
A denúncia partiu da reportagem do FOLHA DO ESTADO, após - com exclusividade, ter acesso ao interior da empresa e flagrado o material - que ainda estava lacrado - sendo destinado à reciclagem e outra parte sendo comercializado pelo valor “simbólico” de R$ 0,70 o quilo de livro.
Na última terça-feira (7) a Superintendência de Desenvolvido da Educação Básica conjuntamente com a Coordenadoria de Monitoramento dos Livros - CML, órgãos vinculados a Secretaria Estadual de Educação, entraram em contato com o FOLHA solicitando todo o material que disponibilizamos para ajudar a verificar as falhas que levaram a irregularidade e o desperdício de dinheiro público.
São gravações em áudio e vídeo, além de depoimentos de funcionários envolvidos e até um lote de livros adquiridos pela reportagem a fim de servir como prova que estão disponíveis aguardando a coleta pela comissão da Secretaria de Educação que investiga a irregularidade.
Após a denúncia, governador do Estado, Jaques Wagner, teve conhecimento do fato e, durante entrevista a uma emissora de rádio, explicou que a denúncia deveria ser apurada com rigor e os possíveis responsáveis punidos.
Centro das denúncias
Durante a série de reportagens foi localizado um dos possíveis responsáveis pelo descarte irregular dos livros. Através de entrevistas com funcionários da recicladora e de escolas no interior da Bahia,se identificou que a ordem de jogar fora os livros novos partiram da Diretoria Regional de Educação (Direc 27), localizada no município de Seabra.
Em contato com o órgão, o Coordenador Pedagógico da Educação Básica, Gidiardes dos Santos Almeida, responsável pelo acompanhamento e distribuição dos livros didáticos da Direc 27, assumiu que o órgão permitiu que livros fossem coletados por um “homem” em todos os colégios da Regional 27.
Ele ainda explicou que a entidade não tem espaço suficiente para armazenar os livros enviados pelo FNDE e explica que não há uma fiscalização por técnicos da Secretaria Estadual da Educação na sede. (Folha do estado)
