Por Clóvis Gonçalves
Foto: Messias Teles
Edmário afirmou que ele mesmo entrou na justiça para resolver a
situação da casa e que não aceitava a presença dos outros filhos de Edilene com
ela.
Em entrevista ao
repórter Messias Teles, do Programa De Olho na Cidade,
Edmário Carlos dos Santos, 41 anos, que está preso no Conjunto Penal de Feira
de Santana, sob a acusação de ter atirado e matado a filha de um ano, Ana
Beatriz da Silva, disse que não teve a intenção de cometer o crime e os
disparos aconteceram em um momento de raiva.
Ele se apresentou
na última sexta-feira (12), à juíza Liziane Souza Alves Duarte, substituta na Vara de
Execuções Penais. O crime aconteceu no dia 2 de setembro, no Loteamento Parque Nova América, bairro Subaé. A mãe de
Beatriz, Edilene da Silva Santana, 40 anos, foi baleada na virilha e permanece
internada no Hospital Geral Clériston
Andrade (HGCA).
“A gente brigava há
mais de um ano, eu ela e os filhos dela. Eu só ia assumir a criança após exame
de DNA, porque ela disse que se relacionou com outra pessoa enquanto estávamos
separados. Falei com ela que ia pagar o aluguel, a água e a luz da casa onde
ela morava e ela deveria trabalhar para arcar com as outras dívidas, até a
justiça resolver a situação da casa”.
Edmário afirmou que
ele mesmo entrou na justiça para resolver a situação da casa e que não aceitava
a presença dos outros filhos de Edilene com ela.
“Já passaram por centro de recuperação e são usuários de drogas. Inclusive
já ameaçaram minha irmã com armas, jogou lama em uma passageira
que eu levava em uma moto e um dos filhos certa vez fez sinal de que ia me
cortar no pescoço, enquanto eu trabalhava. A própria Edilene foi em meu
trabalho fazer confusão e eu perdi todos os clientes”. De acordo com a polícia, Edilene ganhou, na
Justiça, a propriedade de uma casa onde ela conviveu com o acusado, o que
motivou o crime.
“Ela não queria
sair da casa, mesmo eu pagando o aluguel da outra. Eu não estava suportando
mais essa situação. Não fui educado para pegar nada de ninguém e não tive
intenção de atirar nela e nem em minha filha. Não pensei em
nenhum momento encostar na menina, mesmo que ela não fosse nada minha. No
momento dos disparos, ela estava segurando a menina pela mão e não no colo dela
como estão falando”.Após o crime,
Edimário fugiu, segundo ele, para livrar o flagrante e afirmou não saber que
tinha acertado Ana Beatriz.
“Poderíamos ter
evitado esse confronto. Eu sinto muito, se pudesse voltar atrás terminava a casa e deixava ela
lá viver como ela quisesse, em troca da minha liberdade. Quem já passou por um
problema sabe como é difícil e a gente pode terminar fazendo besteira. Se
cometi um erro, tenho que pagar, pois não tenho a intenção de viver fugindo”,
concluiu.
