Por Clóvis Gonçalves
PMs são os principais suspeitos pela
morte do jovem.
Laudo feito pelo
Instituto Médico Legal (IML) aponta que Geovane Mascarenhas de Santana, 22
anos, morreu depois de ser decapitado, em Salvador. O jovem ficou desparecido
por 13 dias, antes de seu corpo ser encontrado, na capital
baiana. Além da decapitação, o laudo aponta também que Geovane foi envolvido em
um plástico e queimado, além de ter sofrido várias mutilações.
Os peritos chegaram
ao resultado após o exame não detectar vestígios de fuligem nas vias aéreas do
jovem, o que comprova que não houve aspiração de fumaça pela vítima, enquanto
ainda estava vivo. Partes do corpo foram encontradas em duas áreas da capital
baiana.
O subtenente
Cláudio Bonfim Borges e os soldados Jailson Gomes de Oliveira e Jesimiel da
Silva Resende, suspeitos de cometer o crime, continuam presos no Batalhão de
Choque da cidade de Lauro de Freitas e respondem a inquérito na Corregedoria da
PM.
Desaparecimento
O corpo do
jovem foi encontrado queimado e esquartejado em um parque público da capital
baiana. A identificação só foi possível através das impressões digitais. Os três policiais
militares foram acusados de cometer o crime depois que câmeras de vigilância de um imóvel flagraram a vítima sendo
agredida pelos agentes.
As imagens das
câmeras mostram o momento em que Geovane desce de uma moto após abordagem de
três policiais. Um deles dá um tapa no rosto do jovem, que estava com as mãos
para o alto. Outro PM chuta a perna da vítima, que cai ajoelhado.(Band FM).
Depois de o rapaz
ser revistado, sua moto foi vistoriada e tirada da rua. O porta-malas da
viatura é aberto e, em seguida, fechado. Depois disso, o rapaz não aparece mais
nas imagens. Geovane
tinha duas passagens na polícia por roubos em 2001, mas respondeu pelos crimes
e trabalhava em limpeza de ônibus, o jovem deixou uma filha de apenas 1 ano de
idade.(Band FM)