segunda-feira, 15 de setembro de 2014

DONA DE EMPRESA QUE FEZ CONCURSO DO TJ-BA RECLAMA DE AÇÃO DO TRIBUNAL

Por Clóvis Gonçalves
Empresária diz que sofreu coação, abuso de poder e agressão psicológica
A dona da empresa Metrópole solicitações empresariais, com sede em Brasília, que realizou o concurso para estagiários do Tribunal de Justiça da Bahia no dia 17 de agosto, acusa o presidente do tribunal, Eserval Rocha, de abuso de poder.

O concurso foi cancelado por causa da confusão por falta de salas em um dos locais de aplicação das provas, em Salvador. Candidatos fizeram protesto na rua e alguns chegaram a invadir as salas de locais onde seriam realizadas as avaliações. Oito mil pessoas se inscreveram para concorrer a 1.300 vagas.

Após a situação, o Tribunal anulou o concurso e cancelou o contrato com a Metrópole. Um dia depois do concurso, a empresária Fábia Braga, conta que se reuniu com servidores do Tribunal de Justiça, em Salvador, para assumir as falhas e marcar uma nova data para as provas, mas no meio da reunião, ela relata que foi abordada por policiais armados.

"A capitã disse: por favor, levante-se e me siga. Aí eu falei "peraí". Pra onde? A senhora não tem o direito de falar nada [disse policial]. Um policial armado na frente, outro policial armado atrás. Eu falei: vocês vão me punir, por quê? Eu estou aqui para agendar uma nova prova", relata.

Ainda segundo Flávia, ela teria sido levada em uma viatura para a delegacia. "A delegada, doutora Francineide, da delegacia de furtos e roubos desse complexo, começou a me interrogar. Ela me perguntou, que crime que eu tinha cometido. Porque ela tinha uma ordem de me dar uma prisão em flagrante. Eu falei para ela que não tinha cometido crime algum e que eu não sabia o porquê que eu estava lá", conta Fábia.

A empresária também conta que entrou com representação no Ministério Público contra os servidores que participaram da reunião e contra o Tribunal de Justiça da Bahia, por coação, abuso de poder e agressão psicológica.

Fábia Braga foi liberada após o depoimento e voltou para Brasília. A delegada Francineide Moura, confirma que ouviu o depoimento da empresária, mas informou que não pode falar sobre as investigações. Já o tribunal, disse que não vai comentar o caso.

O concurso para estagiário foi remarcado para o dia 28 deste mês e vai ser realizado pela empresa que ficou em segundo lugar na licitação.

O processo seletivo público no Tribunal de Justiça da Bahia é para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva de estagiários de nível médio e de nível superior, das áreas de Direito, Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Arquitetura, Tecnologia da Informação, Comunicação, Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem e Serviço Social.
 A dona da empresa Metrópole solicitações empresariais, com sede em Brasília, que realizou o concurso para estagiários do Tribunal de Justiça da Bahia no dia 17 de agosto, acusa o presidente do tribunal, Eserval Rocha, de abuso de poder.
O concurso foi cancelado por causa da confusão por falta de salas em um dos locais de aplicação das provas, em Salvador. Candidatos fizeram protesto na rua e alguns chegaram a invadir as salas de locais onde seriam realizadas as avaliações. Oito mil pessoas se inscreveram para concorrer a 1.300 vagas.

Após a situação, o Tribunal anulou o concurso e cancelou o contrato com a Metrópole. Um dia depois do concurso, a empresária Fábia Braga, conta que se reuniu com servidores do Tribunal de Justiça, em Salvador, para assumir as falhas e marcar uma nova data para as provas, mas no meio da reunião, ela relata que foi abordada por policiais armados.

"A capitã disse: por favor, levante-se e me siga. Aí eu falei "peraí". Pra onde? A senhora não tem o direito de falar nada [disse policial]. Um policial armado na frente, outro policial armado atrás. Eu falei: vocês vão me punir, por quê? Eu estou aqui para agendar uma nova prova", relata.

Ainda segundo Flávia, ela teria sido levada em uma viatura para a delegacia. "A delegada, doutora Francineide, da delegacia de furtos e roubos desse complexo, começou a me interrogar. Ela me perguntou, que crime que eu tinha cometido. Porque ela tinha uma ordem de me dar uma prisão em flagrante. Eu falei para ela que não tinha cometido crime algum e que eu não sabia o porquê que eu estava lá", conta Fábia.

A empresária também conta que entrou com representação no Ministério Público contra os servidores que participaram da reunião e contra o Tribunal de Justiça da Bahia, por coação, abuso de poder e agressão psicológica.

Fábia Braga foi liberada após o depoimento e voltou para Brasília. A delegada Francineide Moura, confirma que ouviu o depoimento da empresária, mas informou que não pode falar sobre as investigações. Já o tribunal, disse que não vai comentar o caso.

O concurso para estagiário foi remarcado para o dia 28 deste mês e vai ser realizado pela empresa que ficou em segundo lugar na licitação.

O processo seletivo público no Tribunal de Justiça da Bahia é para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva de estagiários de nível médio e de nível superior, das áreas de Direito, Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Arquitetura, Tecnologia da Informação, Comunicação, Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem e Serviço Social.(Folhado estado da Bahia)

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