segunda-feira, 22 de setembro de 2014

DENÚNCIA CONTRA MAJOR DA PM SÃO INFUNDADAS,CONCLUI CORREGEDORIA

Por Clóvis Gonçalves
Em 2013, a Prefeitura, Câmara, Justiça de Rio Real denunciaram o major e outros policiais da 6ª CIPM por tortura, homicídios, agressões e milícia.

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu que são infundadas as acusações sobre o major Florisvaldo Ribeiro, ex-comandante da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Rio Real, nordeste da Bahia, denunciado por série de abusos na cidade. Em 2013, a Prefeitura, Câmara, Justiça de Rio Real denunciaram o major e outros policiais da 6ª CIPM por tortura, homicídios, agressões e milícia. Em 2014, o major foi nomeado para coordenar a 67ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Feira de Santana.

Segundo a Corregedoria, a decisão foi tomada após a todas as testemunhas terem sido ouvidas. Em nota, o órgão afirma ainda que a apuração do caso envolveu oitivas de quase 60 pessoas e a conclusão "apontou indícios de autoria e materialidade de policiais militares (oficiais e praças)". No entanto, a Corregedoria acrescenta que a identidade dos policiais será mantida em sigilo para não prejudicar as investigações.

Denúncia

O juiz de Direito da Vara Única, Josemar Dias Cerqueira, é um dos autores das acusações. Em novembro de 2013, ele relatou ao G1 que o caso mais grave foi de um advogado agredido dentro da delegacia e morto em novembro de 2013, após denunciar esquema envolvendo os policiais.

Entre as vítimas das ações do grupo, aponta o magistrado, parte atua no tráfico de drogas e tem relatado há pouco tempo como acontecem as torturas feitas pelos policiais. Agentes da 6ª CIPM são acusados de prática de invasões a casas de moradores da cidade ou de agredir cidadãos em via pública. O magistrado classifica o grupo como de extermínio e afirma que eles também formam milícias, na tentativa de controlar praticamente todo o comércio da cidade.(FolhadoestadodaBahia)