Por Clóvis Gonçalves
Um catador de material reciclável salvou do lixo cerca de três mil
livros didáticos colocados fora pelo diretor de uma escola, em Santa Catarina.
Grande parte do material era nova, havia sido distribuída e ainda estava embalada. O MEC (Ministério da Educação investiga o caso.
Um catador de material reciclável
salvou do lixo cerca de três mil livros didáticos colocados fora pelo diretor
de uma escola, em Santa Catarina. Grande parte do material era nova, havia sido
distribuída este ano e ainda estava embalada. O MEC (Ministério da Educação)
investiga o caso.
Há duas semanas, José Vanderlinde, diretor da Escola de Educação Básica
Nereu Ramos, em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, ofereceu um
material ao reciclador Antônio Osni Monn. A condição para levar os sacos de
lixo cheios era que o carregamento fosse feito à noite, retirado da biblioteca
da instituição.
“Eu peguei os livros e suspeitei, porque ele mandou “enlonar”, não podia
ninguém ver. Se eu vou carregar uma coisa que ninguém pode ver, é porque é uma
coisa ilícita”, disse o catador.
Monn levou os sacos para seu galpão e, ao abri-los, se deparou com
muitos dos livros didáticos ainda dentro de suas embalagens com o selo do MEC.
Boa parte distribuída este ano letivo e sem uso.
O caso acabou nas redes sociais. Ao saber da repercussão, o diretor da
escola buscou os livros do galpão do catador. Em sua defesa, ele alega que
nenhum dos 900 alunos da escola ficou sem material. Que os livros foram
oferecidos e, o que sobrou, foi descartado.
Segundo a gerência regional de Educação na Grande Florianópolis, o
diretor tomou uma atitude errada ao descartar os livros, que, por se tratarem
de patrimônio público, devem ser usados por pelo menos três anos. Depois disso,
podem ser doados para instituições ou vendidos a sebos, sempre com o aval da
Secretaria de Educação.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação de Santa Catarina
destacou que o secretário Eduardo Deschamps está diretamente envolvido com a
apuração do caso para que ele sirva de exemplo e que não ocorra novamente.
Na tarde desta quarta-feira, a pasta enviou uma nota à reportagem na
qual informa que aceitou o pedido de dispensa dos cargos feitos pelo diretor da
escola e por dois de seus assessores.
Já o MEC informa que fará uma auditoria na instituição para verificar se
mais livros foram descartados.(Fonte: Uol)
tribuída este ano e ainda estava embalada. O MEC (Ministério da
Educação) investiga o caso.
Há duas semanas, José Vanderlinde, diretor da Escola de Educação Básica
Nereu Ramos, em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, ofereceu um
material ao reciclador Antônio Osni Monn. A condição para levar os sacos de
lixo cheios era que o carregamento fosse feito à noite, retirado da biblioteca
da instituição.
“Eu peguei os livros e suspeitei, porque ele mandou ‘enlonar’, não podia
ninguém ver. Se eu vou carregar uma coisa que ninguém pode ver, é porque é uma
coisa ilícita”, disse o catador.
Monn levou os sacos para seu galpão e, ao abri-los, se deparou com
muitos dos livros didáticos ainda dentro de suas embalagens com o selo do MEC.
Boa parte distribuída este ano letivo e sem uso.
O caso acabou nas redes sociais. Ao saber da repercussão, o diretor da
escola buscou os livros do galpão do catador. Em sua defesa, ele alega que
nenhum dos 900 alunos da escola ficou sem material. Que os livros foram
oferecidos e, o que sobrou, foi descartado.
