quinta-feira, 10 de julho de 2014

MINISTRO DEFENDE ESTADO MAIS FORTE NO CONTROLE DA GESTÃO DO FUTEBOL

Por Clóvis Gonçalves

Diante da crise enfrentada pelo futebol brasileiro por conta do vexame da goleada sofrida pela seleção na Copa, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu uma maior intervenção do Estado brasileiro no esporte. Afirmou que vai discutir isso em legislação que está no Congresso. A questão é que, em nenhum momento, ele falou em colocar a CBF sujeita a uma maior regulamentação por parte do governo.

"A Lei Pelé estabeleceu que o esporte é uma coisa privada. E isso só pode ser modificado se a legislação for modificado. Já disse que se dependesse de mim não tinha tirado completamente o Estado dessa atribuição. E, se depender de mim, uma parte dessa atribuição pode voltar. Repetindo que não é atribuição do governo nomear presidente de clube e de confederação. Agora, não pode o Estado ser excluído da competência de zelar dentro do esporte pelo interesse público dentro do esporte", afirmou o ministro Aldo Rebelo.

A principal aposta do governo é a legislação para renegociar todas as dívidas dos clubes e incluir em um novo programa de refinanciamento. Dentro desse pacote, estão incluídas medidas reguladoras e punitivas, como rebaixamento, e responsabilização dos dirigentes. Repita-se: dentro deste contexto, a CBF não está incluída.

Questionado se o Congresso poderia influenciar para incluir a confederação na lei, o ministro disse que o Estado pode ajudar, mas também pode atrapalhar. Além disso, o Ministério do Esporte tem investido em campos de futebol e no futebol feminino, áreas que, em outros países, são responsabilidade justamente da federação nacional.

Mas ele se esquivou quando questionado se o governo apoiaria uma CPI para investigar a CBF, que é pedida pelo deputado federal Romário. "CPIs têm que ser construídas no Congresso, com apoio dos outros parlamentares", rebateu o ministro. As informações são do uol.