Por Clóvis Gonçalves
A campanha
eleitoral para o Senado deverá custar mais de R$ 1 bilhão, segundo as
estimativas de despesas entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral.
Levantamento do G1 nos 26 estados e no DF mostra que os 178 candidatos preveem
desembolsar, juntos, até R$ 1.035.384.167,16 para se eleger.O valor é pouco
superior ao que pretendem gastar os 11 candidatos à Presidência(R$ 916 milhões)
– Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos estimam gastar, juntos, quatro
vezes o valor que os oito adversários somados. Para a campanha aos governos dos
estados, a cifra estimada é de R$ 2,43 bilhões – equivalente ao orçamento de um
município como Niterói. A campanha para o Senado em São Paulo deverá ser a que
mais consumirá dinheiro. Os dez postulantes ao cargo estimam gastar R$ 113,5
milhões. Mato Grosso aparece logo atrás.
Os seis candidatos somados preveem um
gasto total de R$ 70 milhões. Já o Acre deve ter a campanha mais “barata”. A
estimativa feita pelos quatro candidatos é de um custo de R$ 10,8 milhões.
Sergipe tem a segunda previsão mais em conta: R$ 14,2 milhões. São cinco
candidatos tentando se eleger no estado do Nordeste. Campeões de gastos Quatro
candidatos detêm a previsão de despesa mais alta declarada à Justiça Eleitoral:
José Serra (PSDB), em São Paulo, Magela (PT), no Distrito Federal, Marcelo
Almeida (PMDB), no Paraná, e Rui Prado (PSD), em Mato Grosso. Eles preveem
gastar R$ 30 milhões para vencer o pleito. Gilberto Kassab (PSD), em São Paulo,
e Geddel Vieira Lima (PMDB), na Bahia, também devem desembolsar um valor alto.
Os dois estipularam um teto de R$ 28 milhões.
Regras para gastos A Lei das
Eleições prevê que, em todas as disputas, o Congresso deve aprovar até 10 de
junho uma outra lei que defina os limites de gastos das campanhas por cada
candidato. Como isso não ocorreu, cada partido fixou internamente o teto das
despesas. Entre os custos previstos na campanha estão propaganda,
principalmente na TV, transporte com automóveis ou jatinhos, por exemplo, e
pagamento de cabos eleitorais. Assim como nas eleições anteriores, neste ano os
candidatos poderão receber doações de empresas privadas para aplicar nas
campanhas. No ano passado, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal
considerou ilegal que empresas doem a políticos, mas o julgamento não foi
concluído. Se a maioria se mantiver e o julgamento terminar, a proibição só
deverá valer a partir de 2016.(G1)