Por Clóvis Gonçalves
Durou cerca de oito horas o depoimento da presidenta da Petrobras, Graça
Foster, na comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) do Congresso Nacional
que investiga denúncias de irregularidades na companhia petrolífera.
Entre outras coisas, ela esclareceu os procedimentos internos da companhia, voltou a admitir que a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi “muito ruim”, e defendeu a decisão de construir a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. “Isso é inexorável: a Petrobras precisava de mais refino no Brasil, e ainda precisa. Então, nós tínhamos que construir a refinaria, e o melhor local era Pernambuco”, disse.
Sobre a decisão inicial de fazer o projeto de Abreu e Lima com a estatal venezuelana PDVSA e a decisão posterior de cancelar a parceria, Graça Foster disse que a companhia de petróleo da Venezuela demorou a aceitar entrar no negócio, e quando resolveu, impôs condições que a Petrobras decidiu não acatar. Mesmo assim, ela disse que a PDVSA tem grande experiência no setor, e por isso a parceria foi inicialmente considerada vantajosa.
As obras da Refinaria Abreu e Lima são um dos eixos de investigação da CPMI. Inicialmente orçadas em R$ 2,5 bilhões, já custaram R$ 15 bilhões e estão 87% concluídas, segundo Graça Foster. O preço tão acima do esperado foi justificado pela executiva em razão da necessidade de investimentos que não tinham a ver com a atividade-fim da refinaria em si, mas com a infraestrutura da região onde ela está sendo instalada.
“Construir uma refinaria no Brasil, mais especificamente construir a Rnest não é apenas ou tão somente esta foto que eu mostro on-site, off-site, intramuros. Nós temos que construir os extramuros. Tudo aquilo que está fora. Acontece muito pouco, ou em alguns lugares não existe esse investimento fora do coração da refinaria”, explicou. (Agência Brasil)
Entre outras coisas, ela esclareceu os procedimentos internos da companhia, voltou a admitir que a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi “muito ruim”, e defendeu a decisão de construir a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. “Isso é inexorável: a Petrobras precisava de mais refino no Brasil, e ainda precisa. Então, nós tínhamos que construir a refinaria, e o melhor local era Pernambuco”, disse.
Sobre a decisão inicial de fazer o projeto de Abreu e Lima com a estatal venezuelana PDVSA e a decisão posterior de cancelar a parceria, Graça Foster disse que a companhia de petróleo da Venezuela demorou a aceitar entrar no negócio, e quando resolveu, impôs condições que a Petrobras decidiu não acatar. Mesmo assim, ela disse que a PDVSA tem grande experiência no setor, e por isso a parceria foi inicialmente considerada vantajosa.
As obras da Refinaria Abreu e Lima são um dos eixos de investigação da CPMI. Inicialmente orçadas em R$ 2,5 bilhões, já custaram R$ 15 bilhões e estão 87% concluídas, segundo Graça Foster. O preço tão acima do esperado foi justificado pela executiva em razão da necessidade de investimentos que não tinham a ver com a atividade-fim da refinaria em si, mas com a infraestrutura da região onde ela está sendo instalada.
“Construir uma refinaria no Brasil, mais especificamente construir a Rnest não é apenas ou tão somente esta foto que eu mostro on-site, off-site, intramuros. Nós temos que construir os extramuros. Tudo aquilo que está fora. Acontece muito pouco, ou em alguns lugares não existe esse investimento fora do coração da refinaria”, explicou. (Agência Brasil)
