Por Clóvis Gonçalves
Com a proximidade do desfile cívico do 2 de Julho, as fanfarras das
escolas públicas darede estadual de ensino da Bahia, em Salvador e região
metropolitana, aceleram o ritmo de
ensaio e ajustam os detalhes finais para a apresentação. Na próxima
quarta-feira (2), o desfile que marca a comemoração dos 191 anos da
Independência da Bahia, em Salvador, terá a participação de aproximadamente
1.600 estudantes de 20 colégios.
Uma das fanfarras
que desfilam este ano é a do Colégio Estadual Reitor Miguel Calmon, localizado
em Simões Filho. Para se preparar, os 80 estudantes que compõem o grupo
realizam ensaios quase diários. “Estamos nos preparando como se fôssemos
participar de um campeonato. Este é um momento importante para a nossa escola,
pois estamos retornando ao desfile depois de nove anos”, conta o regente da
fanfarra, Elsimar Santana, que antes de coordenar o grupo foi aluno da unidade.
Expectativa
Além do desfile, em
Salvador, a Fanfarra Reitor Miguel Calmon participa da recepção ao fogo
simbólico da Independência da Bahia, que passa por Simões Filho. “Essa
experiência é uma maneira de levar o civismo e a história aos estudantes de
maneira diferente. A gente sai um pouco dos livros e vivencia a história com o
desfile”, explica o professor.
Orgulhosa da sua
participação na fanfarra e ansiosa para o desfile, a estudante do 1º ano do
ensino médio do Colégio Estadual Reitor Miguel Calmon, Amanda Lorrane Rodrigues
de Oliveira, 16 anos, relata sua expectativa. “Eu estou muito ansiosa. É uma
alegria enorme representar o meu colégio. É a primeira vez que vou tocar o
quintom em um evento tão importante. Fico muito orgulhosa porque sou a única
mulher em Simões Filho que toca esse instrumento”.
Segundo o
coordenador de Educação Integral da Secretaria da Educação do Estado da Bahia,
Analdino Filho, a fanfarra desempenha papel que vai além dos desfiles cívicos e
campeonatos. “A gente entende a fanfarra como um ambiente de aprendizagem e de
incentivo ao protagonismo juvenil. É uma oportunidade de trabalhar a disciplina
dos estudantes, a educação artística, cultural, política e cívica”concluiu.(Ig/Bahia)
