Por BNews
Foto Divulgação/BNewsO Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco) denunciou nesta última quarta-feira (28/10), 12 integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV)
acusados de controlar a comercialização de botijões de gás de cozinha em
comunidades da região metropolitana do Rio, através de ameaças e extorsões
contra comerciantes. Além dos mandados
de prisão e de busca e apreensão, o MPRJ obteve junto à 2ª Vara Criminal
Especializada da Capital, o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em recursos
vinculados aos denunciados e às empresas utilizadas no esquema criminoso. As
apurações apontaram que o esquema era montado por uma estrutura organizada, com
funções específicas e comunicação permanente entre seus integrantes.
Equipes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD)
cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Entre os
denunciados está a principal liderança do Comando Vermelho no Rio, Edgar Alves
de Andrade, conhecido como “Doca”. Ele é
apontado como a principal liderança da facção em liberdade e comanda as ações
do CV do Complexo do Alemão. As investigações tiveram início após o
proprietário de um depósito de gás da comunidade Vai Quem Quer, em Duque de
Caxias, denunciar à polícia ameaças de morte e sequestro.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso obrigava comerciantes a comprar gás exclusivamente de uma distribuidora específica ou exigir o pagamento de taxas mensais ao tráfico de drogas para continuar trabalhando. O esquema funcionou entre 2024 e 2025, em comunidades de Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e na capital fluminense. Os moradores dessas comunidades eram obrigados a comprar gás somente dos locais apontados pelos traficantes, mesmo com preços majorados.
De acordo com a denúncia, as ameaças tinham como objetivo eliminar a concorrência, impor condições comerciais favoráveis aos criminosos e assegurar o pagamento periódico de valores à organização criminosa. Fonte: News.
