Por g1
Polícia Federal cumpre mandado na 6ª fase da Operação Unha e Carne — Foto: Divulgação/PF
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato
ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual
de Polícia Civil, são alvo de buscas. Agentes cumprem 19 mandados nos
municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, e na capital
fluminense. A Polícia Federal (PF)
iniciou nesta terça-feira (7/7) a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que
investiga conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro.
Desta vez, o alvo é uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que
movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com
anuência de políticos.
Entre os alvos de buscas estão Márcio Canella, ex-prefeito
de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado
Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil outros agentes da ativa da
instituição também são investigados. O g1 tenta contato com as defesas. Agentes
saíram para cumprir, no total, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios
de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além da capital fluminense. A
Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão de
atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. As
investigações começaram com um relatório de inteligência enviado à Polícia Federal
pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF. O documento apontou
que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos.
À esquerda, o ex-deputado Márcio Canella (União) coloca a Medalha Tiradentes no delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do RJ, em 2018 — Foto: Reprodução/TV Alerj
“Além do crime de organização criminosa, os investigados
poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de
outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a Polícia Federal.
A ação se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no
âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras
providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre
relações de agentes públicos com facções criminosas. Fonte: g1.