terça-feira, 7 de julho de 2026

UNHA E CARNE: EX-PREFEITO DE BELFOR ROXO E EX- SCRETÁRIO DA POLÍCIA CIVIL SÃO ALVOS DA POLÍCIA FEDERAL; GRUPO MOVIMENTOU R$ 7,6 BILHÕES

Por g1

                        Polícia Federal cumpre mandado na 6ª fase da Operação Unha e Carne — Foto: Divulgação/PF

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, são alvo de buscas. Agentes cumprem 19 mandados nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, e na capital fluminense.  A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (7/7) a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro. Desta vez, o alvo é uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos.

Entre os alvos de buscas estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil outros agentes da ativa da instituição também são investigados. O g1 tenta contato com as defesas. Agentes saíram para cumprir, no total, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além da capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. As investigações começaram com um relatório de inteligência enviado à Polícia Federal pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF. O documento apontou que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos.

À esquerda, o ex-deputado Márcio Canella (União) coloca a Medalha Tiradentes no delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do RJ, em 2018 — Foto: Reprodução/TV Alerj

“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a Polícia Federal. A ação se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre relações de agentes públicos com facções criminosas. Fonte: g1.