Por Gazeta Brasil
(Instagram)A
Polícia Federal voltou a admitir a possibilidade de um acordo de delação
premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A mudança
ocorreu após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, que estava à frente
das tratativas, e a entrada do criminalista mineiro Sérgio Leonardo na defesa
do ex-banqueiro.
OFÍCIO AO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL
A
PF enviou um ofício ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal
(STF), relator do caso, para tratar de assuntos relacionados ao Banco Master.
No documento, a corporação sinalizou interesse em retomar as tratativas com
Vorcaro.
RECOMEÇO ZERO
Como
o acordo anterior foi rejeitado, as negociações terão de ser reiniciadas do
zero, voltando às etapas iniciais, que incluem a assinatura de um novo termo de
confidencialidade. Ainda não há um novo acordo de confidencialidade assinado
entre as partes.
A PRIMEIRA REJEIÇÃO
A
primeira proposta de delação foi rejeitada no último dia 20 de maio. A Polícia Federal apontou que a colaboração apresentada continha omissões relevantes e tentativas
de preservar figuras influentes de Brasília supostamente envolvidas nas
fraudes. Os anexos entregues pela defesa foram considerados insuficientes e sem
utilidade prática para o avanço da delação.
PRÓXIMOS PASSOS
O
ofício da Polícia Federal afirma que, apesar da recusa, se vier outra proposta
da defesa, ela será analisada. A lei não prevê um prazo, e o entendimento
dentro da Polícia Federal é de que é um direito do investigado propor novos termos.
VALORES BILIONÁRIOS
A
Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República vêm tentando fazer com que Vorcaro ressarça até R$ 60 bilhões que
teria desviado em fraudes do Banco Master em um prazo curto. Vorcaro é
considerado o líder do esquema investigado, e por isso as autoridades
consideram que os termos aplicados a ele na negociação devem ser rígidos.
EXPECTATIVA
A
continuidade da negociação não significa que a colaboração será aceita, mas
novos elementos apresentados pela defesa podem colaborar para que isso
aconteça. Para que a delação seja validada, ainda deve passar pelo crivo do
ministro André Mendonça. Fonte: Gazeta Brasil