quinta-feira, 28 de maio de 2026

POLÍCIA FEDERAL REABRE NEGOCIAÇÃO DE DELAÇÃO COM DANIEL VERCARO APÓS TROCA DE ADVOGADO

Por Gazeta Brasil

(Instagram)

A Polícia Federal voltou a admitir a possibilidade de um acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A mudança ocorreu após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, que estava à frente das tratativas, e a entrada do criminalista mineiro Sérgio Leonardo na defesa do ex-banqueiro.

OFÍCIO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A PF enviou um ofício ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, para tratar de assuntos relacionados ao Banco Master. No documento, a corporação sinalizou interesse em retomar as tratativas com Vorcaro.

RECOMEÇO ZERO

Como o acordo anterior foi rejeitado, as negociações terão de ser reiniciadas do zero, voltando às etapas iniciais, que incluem a assinatura de um novo termo de confidencialidade. Ainda não há um novo acordo de confidencialidade assinado entre as partes.

A PRIMEIRA REJEIÇÃO

A primeira proposta de delação foi rejeitada no último dia 20 de maio. A Polícia Federal apontou que a colaboração apresentada continha omissões relevantes e tentativas de preservar figuras influentes de Brasília supostamente envolvidas nas fraudes. Os anexos entregues pela defesa foram considerados insuficientes e sem utilidade prática para o avanço da delação.

PRÓXIMOS PASSOS

O ofício da Polícia Federal afirma que, apesar da recusa, se vier outra proposta da defesa, ela será analisada. A lei não prevê um prazo, e o entendimento dentro da Polícia Federal é de que é um direito do investigado propor novos termos.

VALORES BILIONÁRIOS

A Polícia Federal  e a Procuradoria Geral da República vêm tentando fazer com que Vorcaro ressarça até R$ 60 bilhões que teria desviado em fraudes do Banco Master em um prazo curto. Vorcaro é considerado o líder do esquema investigado, e por isso as autoridades consideram que os termos aplicados a ele na negociação devem ser rígidos.

EXPECTATIVA

A continuidade da negociação não significa que a colaboração será aceita, mas novos elementos apresentados pela defesa podem colaborar para que isso aconteça. Para que a delação seja validada, ainda deve passar pelo crivo do ministro André Mendonça. Fonte: Gazeta Brasil