De Olho na Cidade
Foto: JP Miranda
Na manhã desta quinta-feira (23/4), o Sindicato dos Bancários de Feira de Santana realizou um protesto em frente a uma agência do Bradesco, localizada na Avenida Conselheiro Franco, em cruzamento com a Avenida Getúlio Vargas. A mobilização faz parte de uma série de manifestações promovidas pela categoria contra demissões, fechamento de agências e o que classificam como precarização das condições de trabalho. De acordo com o presidente do sindicato, Eritan de Carvalho, os atos têm ocorrido de forma contínua e já foram realizados também em unidades de outros bancos. “Nós estamos fazendo um conjunto de manifestações. Fizemos na semana passada no Itaú e também no Bradesco. Hoje estamos aqui protestando contra as demissões que os bancos vêm fazendo e contra o fechamento de agências”, afirmou.
Foto: JP Miranda
Segundo ele, a principal crítica da categoria é o contraste entre os lucros das instituições financeiras e a redução no quadro de funcionários. “O Bradesco tem aumentado o seu lucro, mas, em contrapartida, tem demitido muitos funcionários, adoecido os poucos que ainda restam. Não há por que o banco implementar tantas demissões quando ele tem recorde de lucro”, Eritan também ressaltou que os impactos não atingem apenas os trabalhadores, mas também a população. “Prejudica os bancários e bancárias, mas prejudica ainda mais a população feirense, que paga juros e tarifas exorbitantes e que mantém esse lucro para a instituição financeira”, pontuou.
Durante o protesto, o sindicato também chamou atenção para o aumento de casos de adoecimento entre os trabalhadores, atribuído principalmente à sobrecarga de trabalho e à pressão por metas. “Esses adoecimentos são causados, na maioria das vezes, pela sobrecarga de trabalho. Cada dia mais clientes e menos bancários para atender, além das cobranças por metas, assédio moral e até assédio sexual”, denunciou o presidente. Um caso citado durante a manifestação chamou atenção: a tentativa de suicídio de um funcionário dentro da própria agência. “Tivemos um caso de tentativa de suicídio de um colega, que trouxe uma corda para a agência. Felizmente ele não veio a óbito, mas isso mostra o nível de pressão que está sendo imposto”, relatou.
Foto: JP Miranda
Além
das mobilizações, o sindicato informou que também atua em outras frentes para
pressionar as instituições financeiras. “A gente tem uma luta política,
organizando manifestações e até uma possível greve, mas também há uma luta na
trincheira judicial. Temos diversas ações contra os bancos”, explicou.
Eritan
acrescentou que denúncias já foram encaminhadas a órgãos fiscalizadores. “Fazemos
denúncias ao Ministério Público do Trabalho, à Delegacia Regional do Trabalho e
ao Procon, para que esses órgãos atuem cobrando mais contratações e abertura de
agências”, disse.
O
presidente do sindicato destacou a importância da visibilidade dada pela
imprensa e reforçou o apelo por apoio da população. “Os bancários têm sofrido
bastante e os clientes também têm sido prejudicados por conta da ganância. A
imprensa cumpre um papel importantíssimo de mostrar essa realidade”, concluiu. *Com
informações do repórter JP Miranda. Fonte: De Olho na Cidade