Por BNews
Desafios em Bahia e Ceará complicam cenário eleitoral para o PT, com governadores enfrentando forte concorrênciaMarcelo Camargo/Agência Brasil.
Reduto
eleitoral do PT ao longo dos últimos 20 anos, o Nordeste virou motivo de alerta
para a pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após
pesquisas mostrarem uma piora na aprovação do atual governo petista e uma queda
na diferença sobre Flávio Bolsonaro (PL) na região. As informações são do jornal
O Globo. Desde as eleições de 2006, os candidatos a presidente do PT tiveram
percentuais superiores a 69% dos votos válidos no Nordeste no segundo turno das
disputas pelo Planalto. O melhor desempenho de um presidenciável do partido foi
o próprio Lula em 2006, quando chegou aos 77%. Na etapa final da última
disputa, o atual presidente superou Jair Bolsonaro por 69,34% a 30,66% na
região. A vantagem de 12,6 milhões de votos na região compensou as derrotas no
Sul, no Centro-Oeste, no Sudeste e no Norte.
De
acordo com a publicação, o PT teme que o retrospecto favorável no Nordeste não
se repita neste ano. Pesquisas feitas pelo Datafolha mostram Lula oscilando
dentro da margem de erro nos últimos meses. Ele saiu de 63% das intenções de
voto em dezembro, para 60% no levantamento divulgado no último dia 11. Já o
principal adversário do petista para este ano, o senador Flávio Bolsonaro subiu
de 24% para 32% no mesmo período. Além disso, o cenário atual também é menos
favorável a Lula do que há quatro anos. Em agosto de 2022, por exemplo, o
Datafolha apontava o petista com 65% contra 25% do então presidente, Jair
Bolsonaro, na região.
Para
manter a popularidade na região, Lula tem reforçado as agendas no Nordeste.
Apenas no início deste ano, o petista fez oito visitas a cidades da região,
como a que aconteceu no início do mês, quando foi inaugurado um trecho de um
quilômetro de metrô de Salvador. Apesar disso, a avaliação do terceiro mandato
do petista piorou. Segundo o Datafolha, a aprovação do petista na região saiu
de 53% de ótimo e bom em março de 2023, para os atuais 41%. Para manter a popularidade na região, Lula
tem reforçado as agendas no Nordeste. Apenas no início deste ano, o petista fez
oito visitas a cidades da região, como a que aconteceu no início do mês, quando
foi inaugurado um trecho de um quilômetro de metrô de Salvador. Apesar disso, a
avaliação do terceiro mandato do petista piorou. Segundo o Datafolha, a
aprovação do petista na região saiu de 53% de ótimo e bom em março de 2023,
para os atuais 41%.
Além
disso, Lula tem problemas com palanques nos dois maiores estados governados
pelo partido, Bahia e Ceará, onde pesquisas de intenção de voto mostram um
cenário de incerteza para os atuais governadores, que disputarão a reeleição. Na
Bahia, Jerônimo Rodrigues tem aparecido atrás de ACM Neto (União Brasil) em
pesquisas. O cenário se repete no Ceará, onde, segundo o Datafolha divulgado em
março, Ciro Gomes (PSDB) com 47% contra 32% de Elmano de Freitas. Com cenário
adverso na disputa pelo governo do Ceará, Camilo Santana (PT) deixou o
Ministério da Educação para eventualmente assumir a cabeça da chapa para o
governo do estado. Ele nega ter essa intenção e, apesar dos números das
pesquisas, diz estar otimista com relação à votação que Lula poderá obter no
Nordeste em outubro. BNews.