Por g1
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O
Banco Master pagou mais de R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane
Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),
Alexandre de Moraes. Os pagamentos foram declarados pelo Master à Receita
Federal nos anos de 2024 e 2025 em função dos impostos retidos direto na fonte,
ou seja, pagos imediatamente após uma nota de prestação de serviço ter sido
emitida. Os registros foram enviados à CPI do Crime Organizado após a comissão
notar que os dados não haviam sido entregues na primeira remessa de informações
solicitada ao Fisco. A reportagem entrou
em contato com o escritório, mas até o momento não recebeu resposta.
PAGAMENTOS
Em
dezembro de 2025, o jornal O Globo revelou que o banco de Daniel Vorcaro havia
contratado o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados. O contrato,
segundo documentos do celular do banqueiro aos quais a publicação teve acesso
na época, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses. Os
dados da Receita Federal mostram que o banco declarou pagamentos que
totalizaram R$ 80.223.653,84. Eles começaram em fevereiro de 2024 e,
considerando o valor fixo mensal de R$ 3.646.529,72, duraram por 22 meses, até
novembro de 2025. Sobre esses pagamentos, ainda de acordo com os documentos da
Receita Federal, o Master informou ter recolhido R$ 4.933.754,76 em impostos
retidos na fonte.
CONSULTORIA JURÍDICA
Em
março, o escritório de Viviane Barci de Moraes divulgou uma nota na qual
relatava a contratação de serviços jurídicos por Vorcaro. O escritório, a nota informava, foi
contratado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo Banco Master,
"para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica". O serviço foi prestado por uma equipe
composta por 15 advogados e, no período da consultoria, foram realizadas 79
reuniões na sede da instituição financeira. "Para a realização dos
serviços, também contratou outros três escritórios especializados em
consultoria, que ficaram sob sua coordenação", dizia o texto.
CPI NÃO SERÁ
PRORROGADA
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, disse nesta última terça-feira (7/4), após reunião com Davi Alcolumbre (União-AP), que o presidente do Senado decidiu por não prorrogar o prazo de funcionamento da comissão. A CPI foi instalada no começo de novembro e encerra as atividades na próxima terça-feira (14/4). Segundo Vieira, Alcolumbre atribuiu a decisão a problemas que a comissão poderia causar em ano eleitoral. O senador afirmou que o relatório da comissão será apresentado no último dia, a partir das informações já obtidas pelo colegiado. Fonte: Por Vinícius Cassela, Vladimir Netto, Marcelo Parreira, g1 e TV Globo.