Por Agência Brasil
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado
O presidente Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG) disse que irá se
reunir nesta terça-feira (10) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para
tratar sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão por 60 dias. "Ele
(Alcolumbre) me colocou que nós conversaríamos com mais tranquilidade para que
a gente possa definir", disse Viana. O senador já conseguiu o número de
assinaturas necessárias, tanto da Câmara (171), quanto do Senado (27) para
requerer a continuidade dos trabalhos previstos inicialmente para acabarem no
final do mês de março.
Viana afirma ainda que, caso
Alcolumbre não dê andamento ao requerimento, irá recorrer ao STF pois o pedido
cumpre os requisitos exigidos para a continuidade dos trabalhos. "O
mandado de segurança que eu pretendo impetrar no Supremo Tribunal Federal, contra
a minha vontade, [...] esse mandado de segurança está pronto e nós poderemos
solicitar ao Supremo a prorrogação, já que temos todas as assinaturas e o
regimento cumpridos". Viana já havia conversado com Davi Alcolumbre sobre
a prorrogação da CPMI, mas que ainda não houve decisão.
De acordo com o senador, o
regimento prevê que, após a coleta das assinaturas necessárias, o requerimento
de prorrogação deve ser lido pelo presidente do Congresso para produzir
efeitos. "Não vamos blindar ninguém", diz Viana No dia 3 de março,
Viana comemorou a decisão de Alcolumbre, que considerou válida a sessão da
comissão que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula
da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em
coletiva, o senador afirmou que a votação seguiu o regimento interno. “O painel
é quem determina a presença dos parlamentares”, declarou. Segundo ele, 31
integrantes registraram presença na sessão. Viana também rebateu críticas da
base governista, que questionou a condução da votação.
“Se a base queria agir buscando votos em bloco para derrubar todas as votações, deveria ter observado o que o regimento diz em relação à maioria dos presentes”, afirmou. Ele acrescentou que a comissão não fará distinções na análise de requerimentos. “Seja parente de gente importante, banqueiro ou qualquer outro nome, a CPMI não vai blindar ninguém.” A comissão investiga suspeitas de fraudes relacionadas a descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Fonte Agência Brasil.