Por Agência Brasil
Fábio Rodrigues Bomzebom/Agência Brasil
O
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ), ministro Edson Fachin, anunciou nesta terça-feira (10/2) que o conselho
terá este ano como prioridade o combate à violência contra a mulher. A
declaração foi dada na primeira sessão do CNJ após o recesso, quando citou as
prioridades do conselho para este ano. "Conduziremos neste ano iniciativas
importantes, especialmente de combate ao feminicídio e à violência contra
meninas e mulheres", afirmou. A fala do ministro ocorre no momento em que
o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é investigado em
duas denúncias de mulheres que o acusam de importunação sexual.
Na
semana passada, o conselho recebeu a primeira denúncia contra o ministro, que
tem 68 anos de idade. Uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do
ministro, o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar. O episódio teria
ocorrido no mês passado, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias
em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. Na segunda-feira (9), o CNJ
recebeu outra denúncia e abriu uma nova apuração. Nesta última terça-feira, o STJ decidiu
afastar Buzzi da atividade jurisdicional para apurar as denúncias. O ministro
também é investigado por uma sindicância interna, que deverá ser finalizada em
10 de março.
DEFESA
Em
nota à imprensa, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila
afirmaram que o afastamento do ministro é desnecessário e que não há “risco
concreto à higidez procedimental da investigação”. “Forma-se um arriscado
precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório.
Aponta, por fim, que já estão sendo colhidas as contraprovas que permitirão, ao
fim, a análise serena e racional dos fatos”, disse a defesa. Fonte: Agência
Brasil.