Por Agencia Brasil
Políca Federal/Divulgação
Uma mala com dinheiro em espécie foi arremessada pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, durante uma operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (11 de janeiro). Foram R$ 429 mil jogados do 30º andar. A ação dos agentes faz parte da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do Rio previdência, fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro. A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Além do endereço em Balneário Camboriú, houve diligência na cidade vizinha de Itapema. A ação teve como objetivo recuperar bens e valores retirados de um imóvel do Rio de Janeiro, durante a primeira fase da operação, em 23 de janeiro.
Polícia Federal apreende dinheiro na Operação Barco de Papel, em Balneário Camboriú - Foto: Polícia Federal/ Divulgação
Na
ocasião, a Policia Federal fez buscas em endereços ligados ao então presidente do fundo de
previdência Deivis Marcon Antunes e aos ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues
e Pedro Pinheiro Guerra Leal. Na ação desta última quarta-feira (11/2), foram
apreendidos dinheiro em espécie, dois carros de luxo e dois telefones
celulares. Um deles é da pessoa que estava no imóvel e arremessou a mala com
dinheiro pela janela. Os veículos foram levados para a delegacia da PF em
Itajaí, também no litoral norte catarinense. Os mandados foram expedidos pela
6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução
de investigações e ocultação de provas.
ENTENDA
A INVESTIGAÇÃO
A
Operação Barco de Papel investiga irregularidades na compra, por parte do
Rioprevidência, de letras financeiras (títulos de investimento em renda fixa)
emitidos pelo Banco Master, controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo
com a Polícia Federal, entre novembro de 2023 e julho de 2024 o fundo de pensão
investiu cerca de R$ 970 milhões no Master. A operação financeira está sob
suspeita pelo fato de o Master estar envolvido em um esquema fraudulento
bilionário, que incluía emissão de títulos sem valor e inflava artificialmente
o balanço da instituição. O Rio previdência, responsável pelo pagamento de
pensão e aposentadoria de servidores estaduais, nega irregularidades.
O
Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro do ano passado,
sob a justificativa de grave crise de liquidez (capacidade de honrar saques,
transferências e pagamentos no curto prazo) e graves violações às normas. Investigações da PF e relatórios do BC dão
conta de que o banco de Vorcaro teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões. Confira
as informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.