Por Bahia Notícias
Sede do INSS | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A
Polícia Federal (PF) deflagrou nesta última quinta-feira (18/01) uma nova fase da Operação
Sem Desconto, que investiga um esquema nacional descontos ilegais em
aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A TV
Globo apurou que um dos alvos de mandados de buscas é o senador Weverton Rocha
(PDT-MA). O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal,
foi afastado do cargo e teve prisão domiciliar decretada. Após a operação, o
ministro Wolney Queiroz determinou que ele seja exonerado do cargo, segundo
informações do blog da Camila Bomfim, do g1.
A
Polícia Federal também prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo
Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e preso pelo mesmo esquema desde
setembro, e Eric Fidélis, filho do ex-diretor de Benefícios do órgão, André
Fidelis. Em abril, investigações da PF revelaram um esquema criminoso para
realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e
pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme
as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Em nota, o senador Weverton afirmou que “recebeu com surpresa a busca na sua residência, mas com serenidade, e se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão”. O g1 disse que entrou em contato com os demais alvos da operação mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Nesta quinta, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorre nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
QUEM
SÃO OS ALVOS?
Segundo
a TV Globo apurou, estão entre os alvos desta fase da operação:
Senador
Weverton (PDT-MA), foi alvo de mandados de busca e apreensão;
Secretário-executivo
do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, foi afastado do cargo e teve
prisão domiciliar decretada (número 2 da Previdência é ex-chefe de gabinete do
senador Weverton);
Romeu
Carvalho Antunes, filho do “Careca do INSS”, foi preso;
Éric
Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis, foi preso.
ENTENDA
OO ESQUEMA DE FRAUDES
O
caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia
Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades
irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a
autorização deles. O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do
INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de
aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os
descontos.
Segundo
o ministro da Controladoria Geral da União, Vinícius de Carvalho, informou à época, as associações
envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para
aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de
saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura. Ao todo, 11 entidades foram alvos
de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas
entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.
O
ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) pediu demissão após sua gestão
entrar em crise por conta da investigação. Ele foi substituído pelo então
secretário-executivo do órgão, Wolney Queiroz, atual titular da pasta da previdência social (INSS).
GOVERNO
ESTÁ DESENVOLVENDO VALORES DESCONTOS
Em julho, o governo anunciou a devolução do dinheiro descontado a aposentados e pensionistas que tiveram desconto associativo não autorizado. O repasse está sendo feito em parcela única e sem lista de prioridades. O governo prorrogou o prazo para contestar descontos indevidos. Os cidadãos que foram prejudicados pelo esquema terão até 14 de fevereiro de 2026 para pedir o dinheiro de volta. Fonte: Notícias de Santa Luz.