Por BNews
Deputado afirma que nova ação da PF causa estranhamento e reitera colaboração nas investigações Dinaldo Silva / Arquivo / BNEWS
O
deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) afirmou que reagiu "com
surpresa" a nova ação da Polícia Federal (PF) contra ele, realizada na
manhã desta terça-feira (13), com o objetivo de verificar a existência de
supostas irregularidades relacionadas à destinação de emendas parlamentares.
Em
nota enviada ao BNEWS, o parlamentar disse que "cabe lembrar que em junho
de 2025 houve operação com essa mesma finalidade. Passados mais de seis meses,
sem que tenha sido encontrado qualquer elemento contra o deputado", e que
"a nova diligência causa estranhamento, especialmente diante da
inexistência de fatos novos que justifiquem a medida".
Félix
disse ainda que tem colaborado integralmente com as investigações, inclusive
por meio dos seus advogados, José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges
de Albuquerque Mello, e reafirmou a sua confiança na Justiça. O parlamentar lamentou,
segundo ele, "a morosidade de investigações dessa natureza, que
comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano
eleitoral". Por este motivo, ele defendeu que "a apuração ocorra de
forma célere e responsável".
O deputado reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia", continuou o comunicado."Em seu quarto mandato, Félix Mendonça Júnior sempre pautou sua atuação pela legalidade, transparência e respeito absoluto às instituições. O deputado segue à inteira disposição da Justiça, confiante de que, ao final das investigações, sua inocência será plenamente confirmada", finalizou a nota.
A
PF enviou relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que atesta que o
deputado teria se beneficiado com propina e atuado ativamente em um esquema de
desvio de emendas parlamentares. Ainda de acordo com a PF, as investigações
evidenciam que a atuação do parlamentar “extrapolou a mera alocação de recursos
provenientes de emendas parlamentares”. A corporação diz que ele “participou
ativamente do esquema criminoso investigado”. Segundo as apurações, o
parlamentar teria recebido propina, “direta e indiretamente”, em razão da
destinação de emendas parlamentares a, no mínimo, três municípios do estado da
Bahia.
A
investigação também aponta que o deputado baiano “valia-se de seu então
secretário parlamentar (alvo da 4ª fase da operação), que atuava como seu longa
manus (em latim significa 'mão longa') e, de forma reiterada, negociava a
destinação de emendas a municípios baianos, solicitava pagamentos ilícitos a
prefeitos beneficiados e participava da logística de repasse de propinas”.
Na manhã desta terça-feira (13/1) foram cumpridos mandados em sua residência, na Mansão Wildberger, edifício residencial de luxo localizado no Corredor da Vitória, e em seu escritório, na região da Vasco da Gama. Nesta etapa da operação foram nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo STF, que também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.Fonte: BNews.