Por Atarde
Investigado
como um dos protagonistas da "Farra do INSS", Abraão Lincoln Ferreira
da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e
Aquicultura (CBPA), possui um histórico jurídico que vai muito além dos
descontos indevidos em aposentadorias. Recentemente condenado por caixa 2, o
sindicalista é apontado como peça-chave em esquemas que drenaram milhões de
reais sob o pretexto de representar pescadores.
A
condenação mais recente, de agosto de 2024, refere-se às eleições de 2014.
Segundo o Ministério Público, Abraão utilizou a conta bancária de uma
secretária como "laranja" para movimentar valores não declarados. O
esquema envolvia saques realizados por seu filho e depósitos vultuosos,
incluindo R$ 86 mil vindos de um policial militar e R$ 46 mil de sua própria
esposa.
O “CASE DE SUCESSO” DE SUCEDA CBPA:
757 MIL SÓCIOS SEM FUNCIONÁRIOS
A
CBPA, sediada em uma pequena sala comercial em Brasília que funciona apenas
duas horas por dia, é alvo de um relatório devastador da Controladoria-Geral da
União (CGU). O órgão aponta que a entidade não possui infraestrutura para
cadastrar os 757 mil associados que alega ter.
O
crescimento da CBPA é classificado como um fenômeno estatisticamente impossível
pelas autoridades. Em 2023, a entidade registrou um salto vertiginoso, passando
de apenas quatro para mais de 340 mil sócios em poucos meses. De acordo com
cálculos da CGU, para atingir esse volume, a associação precisaria ter
adicionado cerca de 17,76 novos descontos por minuto, marca considerada
inviável para uma estrutura que não possui funcionários registrados. Fonte: Atarde.