Por Agencia Brasil/ Foto: Bruno Peres/Agencia Brasil
“Em
adição às operações de VPC, e como forma de gerar o caixa necessário para a
continuidade das operações das Americanas, a Diretoria anterior da Companhia
contratou uma série de financiamentos nos quais a Companhia é devedora perante
instituições financeiras, sem as devidas aprovações societárias, todas
inadequadamente contabilizadas no balanço patrimonial da Companhia de 30 de
setembro de 2022 na conta fornecedores”, informou a empresa, em um comunicado
ao mercado em junho do ano passado. Além disso, a empresa constatou lançamentos
redutores na conta de fornecedores provenientes de juros sobre operações
financeiras, “que deveriam ter transitado pelo resultado da Companhia ao longo
do tempo”.
Ex-diretores
da empresa são investigados pela Polícia Federal (PF). Dois deles, que estavam
no exterior, chegaram a ter prisão preventiva decretada no fim de junho, mas os
mandados foram depois convertidos em medida cautelar de retenção, para impedir
que eles saiam do país. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a
investigação segue sob sigilo. Segundo o relatório final da Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara dos Deputados para apurar a
situação da empresa, divulgado em setembro de 2023, a dívida da empresa com
seus credores, já consideradas as inconsistências contábeis, superava os R$ 42
bilhões.
HISTÓRIA
“Nada
além de 2 mil réis”. Era assim que a primeira das Lojas Americanas se
apresentava aos consumidores da cidade de Niterói, na região metropolitana do
Rio de Janeiro, quando abriu suas portas, em 1929. O estabelecimento foi fundado
por quatro empresários americanos, que haviam trabalhado em uma loja de
produtos five and ten cents (algo no estilo “loja de R$ 1,99”). Eles se
juntaram a um austríaco e a um brasileiro para colocar em prática seus planos.
Após mais de uma década de expansão de seus negócios, a Americanas se tornou
uma sociedade anônima, com abertura de capital na Bolsa de Valores, ainda na
década de 40.
No
início dos anos 2000, lançou-se na internet e começou aquisições de empresas
como Shoptime, Ingresso.com e Submarino. Atualmente, o Grupo Americanas combina
lojas digitais, locais de venda física, franquias, fintech e até varejo de
hortifrúti. Na última terça-feira, a empresa anunciou o fim dos sites de venda
Shoptime e Submarino. “A decisão contemplou o alinhamento com a nova estratégia
de negócios, que foca em uma operação mais ágil, rentável e eficiente para
oferecer uma experiência de compra ainda mais completa”, explicou em comunicado.
Edição: Valéria Aguiar/ Crédito: Agencia Brasil.