Por Clóvis Gonçalves
O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Hélio Ferreira, afirmou na manhã deste sábado (7 de outubro), que ainda não está sabendo sobre a decisão do delegado de indiciar o motorista do ônibus assaltado na última quinta (5 de outubro) pela morte da passageira que pulou do coletivo durante ação dos bandidos. Segundo Ferreira, se isso acontecer, o motorista estará sendo vítima duas vezes.
"Não estamos sabendo da informação, mas se isso acontecer nós vamos dar todo o apoio para o colega, principalmente, jurídico. Se essa decisão for tomada eu acho incorreta porque o motorista está sendo vítima duas vezes: uma da violência do assalto e outra da autoridade policial".
O delegado e coordenador do Grupo Especial de Repressão a Roubos de Coletivos (GERRC), José Nélis de Araújo, informou ao Correio da Bahia que o rodoviário falhou ao deixar a porta do ônibus aberta mesmo com o veículo em movimento, mas o presidente do sindicato rebate e diz que o rodoviário foi obrigado a abrir a porta.
"Se ele está sendo obrigado a fazer aquilo ali na ponta da arma do bandido, como ele vai ser culpado por isso? Eles (assaltantes) obrigam o motorista a abrir a porta, já teve vários casos desse, teve caso até de assassinato de motorista porque não abiu a porta", explicou Ferreira.
Luzenilda Santos Avelino Barbosa, de 24 anos, pulou da janela do coletivo em movimento, quando o trio entrou e anunciou o assalto. Outras pessoas também pularam do veículo e foram atendidas por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).O delegado disse que investigações separadas vão analisar o roubo ao ônibus e o homicídio e as lesões corporais nas vítimas. (Bocão News)
