sábado, 30 de abril de 2016

ACUSADOS DE MATAR SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, FALAM COMO COMETERAM O CRIME

Por Clóvis Gonçalves
Policiais Civis da 23ª Delegacia Territorial e prepostos da 52ª Companhia Independente de Polícia Militar (52ª CIPM) de Lauro de Freitas prenderam na última sexta-feira (29 de abril) os irmãos gêmeos Walter da Silva Magalhães e Walace da Silva Magalhães de 18 anos, acusados de matar o secretário de educação do município de Santo Estevão, josé Agnaldo Barreto de 41 anos no dia 14 de abril.
Os irmãos foram recambiados da cidade de Lauro de Freitas por uma equipe de policiais do Departamento de Polícia do Interior (Depin) para Feira de Santana e foram apresentados ao delegado João Rodrigo Uzzum da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia. Walter da Silva Magalhães disse que no dia do crime usava drogas e não lembra direito o que aconteceu. Segundo o acusado, ele mantinha um relacionamento com o secretário e fazia programas em troca de dinheiro.
“Eu pedi dinheiro e ele disse que não tinha. Ai eu peguei a faca, amarrei ele e fiz isso. Eu fazia programa por causa de dinheiro, via que o dinheiro era bom e chegava a cobrar mais de R$150 até R$ 300 eu cobrava por programa” afirmou. Walace da Silva Magalhães disse que não teve participação no crime, mas sabia do relacionamento com o secretário e ajudou o irmão a fugir.
“Não fui eu, ajudei no plano de fuga porque ele chegou assustado e eu como sou irmão dele, fugi com ele. Eu não tinha relação nenhuma com o secretário. Ele nem me conhecia”, relatou. O delegado João Rodrigo Uzzum coordenador regional de policia informou ao Acorda Cidade que logo que ocorreu o homicídio a delegacia de Santo Estevão iniciou as investigações com a 1ª Coordenadoria Regional de Polícia. De acordo com ele, em um trabalho de investigações e através de informações do disk denúncia, a polícia chegou até os acusados e à autoria do crime.
Uzzum afirmou que o a princípio a polícia trabalhava com a hipótese de crime passional, mas a após as investigações concluiu que o crime configura-se como latrocínio. “Inicialmente pensamos que envolvia uma questão de passionalidade. No entanto verifica-se que a morte do secretário se deu em razão de dinheiro. 

Estamos dando andamento a um novo interrogatório e tudo indica que havia um relacionamento ente ambos. O crime foi praticado por motivo torpe, fútil, por dinheiro e felizmente se chegou à autoria”, completou. Os acusados estão com prisão decretada pela juíza de Santo Estevão e serão encaminhados para o Conjunto Penal de Feira de Santana onde vão aguardar julgamento.(Acorda Cidade)