Por Clóvis Gonçalves
A Superintendência de Proteção e Defesa do
Consumidor notificou a Agência de Correios e Telégrafos por conta do atraso na
entrega de encomendas.
O problema no
envio de objetos ocorre por causa de um defeito técnico em um setor elétrico no
edifício sede dos Correios, na Pituba, desde a manhã do dia 27 de junho, que
interrompeu as atividades no local.O prédio central dos Correios está sem energia há 13 dias.
Nesta
quarta-feira (9), a falta de energia no prédio completa 13 dias e, segundo a
assessoria de comunicação do órgão, não há previsão de retorno. De acordo com o
Procon, a partir de relatos de consumidores que ainda aguardam objetos serem
despachados, a Superintendência pede providências para garantir o cumprimento
dos prazos de entrega para evitar danos maiores.
A notificação
ocorreu na terça-feira (8), mas, de acordo com a assessoria dos Correios, ainda
não foi recebida pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
Problema
Segundo Cláudio Garcia, diretor geral dos Correios, o problema foi causado pela oxidação de um encanamento de água do imóvel. "Por causa disto, vazou água para o barramento elétrico do prédio, que alimenta todas as estações de energia do local", explica.
Segundo Cláudio Garcia, diretor geral dos Correios, o problema foi causado pela oxidação de um encanamento de água do imóvel. "Por causa disto, vazou água para o barramento elétrico do prédio, que alimenta todas as estações de energia do local", explica.
O problema de
energia no Correio Central começou na manhã de 27 de junho, quando um defeito
técnico em um setor elétrico do prédio interrompeu os serviços e deixou mais de
2 mil funcionários e terceirizados dos Correios parados.
A eletricidade
foi restaurada na madrugada de 28 de junho, mas dois dias depois uma nova queda
na energia foi registrada no edifício, ainda sem solução.
De acordo com
Saul Gomes da Cruz, diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas
de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) e funcionário dos Correios, já
são cerca de um milhão de objetos acumulados no local, por causa do prolema de
eletricidade na sede dos Correios da Bahia.
"Não
estamos conseguindo tratar a carga. O que está saindo é o mínimo, e isto graças
à boa vontade dos carteiros, que estão separando o que conseguem de forma manual",
diz Saul. "O que está acontecendo é um verdadeiro apagão na
correspondência da Bahia", acrescenta.
Cláudio Garcia
contesta a informação, e afirma que os Correios, mesmo com a falta de energia,
está dando conta de 80% dos cerca de 1,2 milhões de objetos que chegam no
prédio diariamente. "Com funcionamento normal, a taxa de processamento é
de 95%, ou seja, os objetos são tratados, enviados para as unidades de
distribuição e entregues no mesmo dia em que chegam", destaca.
Apesar do que
diz o diretor geral dos Correios, muitos clientes têm reclamado do atraso de
encomendas em Salvador. O gerente comercial Danilo
Pimentel, que trabalha em uma empresa que representa uma fábrica de equipamento
hospitalar, conta que perdeu o prazo de uma licitação, por causa de uma atraso
nos Correios.
"Íamos
participar de uma licitação de R$ 35 mil da prefeitura de São Felipe
[localizada a 154 quilômetros da capital baiana] em 3 de julho, e os documentos
necessários enviados pela fábrica, que fica em Ribeirão Preto, São Paulo, só
chegaram em 4 de julho. A encomenda foi despechada pelo Sedex em 26 de junho e
tinha prazo de entrega de 48h", conta.
Geradores são usados para auxiliar
serviço "Rastreamos
o objeto pelo site dos Correios e só constava a informação de que tinha sido
despachado de Ribeirão Preto, mas não falava nada se já tinha chegado em
Salvador", completa Danilo.
Já o
publicitário Luciano Midlej conta que ainda aguarda uma encomenda despachada do
Rio de Janeiro, pelo Sedex, em 27 de junho. "Liguei nesta segunda para
reclamar mais uma vez e eles disseram que iam abrir um chamado", afirma o
publicitário.
Luciano revela
que estuda a possibilidade de acionar a Justiça contra os Correios. "A
encomenda que aguardo são gravuras. Paguei mais caro pelo Sedex, porque são
peças caras e frágeis, já que são de papel. Então, quanto mais tempo elas
ficarem nos Correios, mas risco correm de estragar", explica.
O diretor geral
dos Correios informou que está contratando empresas para fazer um novo
barramento para o edifício. "Estamos trabalhando para que tudo esteja
pronto nesta quinta-feira (10)", afirma. "É uma manutenção que exige
muita segurança no trabalho, mas esperamos que não ocorra nenhum problema",
acrescenta.
