sexta-feira, 5 de junho de 2026

ADOLESCENT DE 12 ANOS FORJA O PRÓPRIO SEQUESTRO PARA EXTROQUIR DINHEIRO DA FAMÍLIA

Por BNews

              A menina desapareceu de casa e enviou mensagens aos pais, alegando que estava sendo sequestrada e agredida Ilustrativa/Freepik

Uma adolescente de 12 anos foi apreendida na última segunda-feira (1º/6), em Itaiópolis, interior de Santa Catarina, por forjar o próprio sequestro para conseguir dinheiro da família. Segundo a Polícia Civil, a menina desapareceu durante a madrugada da casa onde mora com os pais. Pouco depois, eles começaram a receber mensagens da menor informando que havia sido sequestrada, que estava sendo agredida e que os homens iriam matá-la. 

As autoridades foram acionadas e, ao longo das diligências, os familiares começaram a receber novas mensagens pedindo valores de resgate para que ela não fosse morta. Por volta das 17h, a adolescente foi encontrada em uma casa na zona rural de Itaiópolis. No local, os policiais constataram que o sequestro era, na verdade, uma encenação da menina para extorquir os pais. Ela acabou sendo apreendida pela prática de ato infracional análogo ao crime de extorsão. Fonte: BNews

quinta-feira, 4 de junho de 2026

GOVERNO LULA QUIS EVITAR RISCO DE SER ACUSADO DE ABUSO DE PODER RELIGIOSO EM MARCHA PARA JESUS

O presidente Lula

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

O governo Lula não quis correr o risco de ser acusado de abuso de poder religioso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e por isso preferiu adotar uma postura mais discreta na Marcha para Jesus, realizada nesta última quinta-feira (4/6) em São Paulo. Representante da gestão federal no evento, o ministro Jorge Messias, da Advocacia Geral da União (PGR), apenas desfilou no trio elétrico do evento, mas não discursou, ao contrário do que fez em anos anteriores.

Oficialmente, o ministro seguiu a orientação do presidente Lula, que, em uma chamada para o apóstolo Estevam Hernandes, organizador da Marcha, justificou sua ausência dizendo que não queria fazer política em um evento sagrado. Com isso, estabeleceu um contraste com a postura de Flávio Bolsonaro (PL), que prometeu em discurso que o mal seria expulso do governo do Brasil.

O conceito de abuso de poder religioso ainda é tema de debates no Ttribunal Superor Eleitoral, que já rejeitou torná-lo um tipo penal autônomo. Em decisões anteriores, no entanto, aceitou que pode ser um elemento para caracterizar abuso de poder político de forma ampla. Na mais recente delas, em 24 de maio, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a condenação da então prefeita de Votorantim (SP), Fabiola Alves da Silva (PSDB), que havia sido cassada por ter recebido apoio ostensivo da Igreja do Evangelho Quadrangular na campanha eleitoral de 2024.Fonte: Politica Livre.

PRG PEDE PARA INQUÉRITO DE RESPIRADORES DE RUI COSTA VOLTAR AO STF: "ASSINOU CONTRATO PREJUDICIAL"

Por Politica Livre

O ex-ministro Rui Costa (PT)

A Procuradoria-Geral da República afirmou, em nova manifestação enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que as suspeitas de crimes na compra de respiradores pelo então governador da Bahia, Rui Costa (PT), podem ter envolvido também operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos enquanto ele era ministro da Casa Civil do governo Lula. Por esse motivo, o Ministério Público sustenta que o caso deveria ser enviado novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Procurado por meio de sua assessoria, Rui Costa não se manifestou.

Em 2020, no início da pandemia da covid-19, quando chefiava o Poder Executivo da Bahia e era presidente do consórcio dos governadores do Nordeste, Rui Costa assinou um contrato de R$ 48 milhões para compra de respiradores pulmonares com uma empresa que não tinha a documentação necessária para importar os aparelhos e autorizou o pagamento adiantado. Os respiradores nunca foram entregues e o dinheiro até hoje não foi recuperado. A PGR diz que o cenário é tão grave que, até hoje, os bloqueios judiciais determinados pela investigação conseguiram obter menos de 3,5% do total desviado.

A PGR informou que a Polícia Federal ainda está finalizando diligências para descobrir o destino do dinheiro desviado e apontou que os recursos podem ter se convertido em patrimônio dos alvos investigados, citando entre eles Rui Costa. Homem forte do governo Lula, ele deixou a Casa Civil no final de março para disputar eleição de senador pelo Estado da Bahia. “A ocultação de valores em apuração reúne esses elementos. É crime permanente que, segundo os indícios coligidos, teve início no contexto da contratação assinada por Rui Costa como Governador e se manteve, sem solução de continuidade, durante o período em que ele ocupou o cargo de Ministro de Estado”, escreveu a Procuradoria Geral da Republica.

Prossegue a manifestação: “Enquanto o agente mantém os valores fora do alcance das autoridades, a conduta se renova a cada dia. Os recursos não desapareceram; foram convertidos em patrimônio que permanece oculto e que, segundo todos os indícios, persiste oculto no momento presente. Há diligências em curso justamente para identificar onde estão os valores e quem deles se beneficia”.

A manifestação da Procuradoria-Geral da República cita que Rui Costa foi implicado no acordo de delação premiada dos donos da empresa responsável por vender os respiradores. Eles afirmaram na delação que fizeram pagamentos a um lobista que se apresentou na época como amigo de Rui Costa e que teria sido responsável por intermediar a contratação da empresa.

“Rui Costa é investigado no núcleo político da contratação. Deliberou pela assinatura do contrato cuja redação era prejudicial ao interesse público e presidia o Consórcio Nordeste. Nos termos de colaboração premiada de CRISTIANA PRESTES TADDEO e LUIZ HENRIQUE RAMOS JOVINO, os colaboradores descreveram a possível atuação criminosa do núcleo público, nele incluído RUI COSTA. A contextualização da Procuradoria-Geral da República já apontava a possível existência de organização criminosa gestada durante a pandemia. 

A apuração não fixou ainda o momento de consumação dos atos de ocultação nem identificou o beneficiário final dos recursos desaparecidos”, diz a Procuradoria Geral da República. A manifestação foi enviada ao ministro do Supremo Tribunal de Justiça Og Fernandes, que é o relator do caso. Caberá a ele decidir se envia o processo ao Supremo Tribunal Federal, onde tramitou anteriormente sob relatoria de Flávio Dino.

MUDANÇAS DE FORO TRAVARAM INVESTIGAÇÃO

O inquérito sobre o caso foi aberto em 2020, pela Polícia Civil da Bahia. Após surgirem os primeiros indícios de envolvimento de Rui Costa na compra dos respiradores, a apuração foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça e à Polícia Federal. Desde então, o caso se arrasta lentamente porque passou por diferentes instâncias e foi afetado por causa das sucessivas mudanças adotadas pelo STF na regra do foro privilegiado Na petição, a PGR cita que o STF fixou recentemente um conjunto de regras para estabilizar as mudanças no foro privilegiado que apontam a prevalência do tribunal de maior graduação no caso de pessoas que ocuparam cargos sucessivos com prerrogativa de foro em diferentes tribunais.

Por isso, a PGR aponta que os fatos de ocultação dos recursos continuaram ocorrendo enquanto Rui Costa era ministro da Casa Civil e, por isso, deveriam atrair a competência do STF. Na petição, a PGR criticou as sucessivas mudanças de foro e disse que elas resultaram na paralisação de diligências. “Em seis anos, a apuração foi declinada do juízo estadual ao STJ, deste ao STF, do Supremo à Justiça Federal da Bahia, desta novamente ao STJ, daqui ao Supremo, e do Supremo de volta a esta Corte. Cada deslocamento implicou translado, redistribuição e paralisação das diligências. A fixação da competência no Supremo Tribunal Federal, órgão de maior graduação, confere estabilidade à persecução e elimina a oscilação de competência”, escreveu.

Em agosto, a própria PGR tinha pedido ao Supremo Tribunal Federal que o caso fosse enviado ao Superior Tribunal de Justiça por entender que a regra do foro privilegiado se aplicava ao mandato de Rui Costa como governador. Diante do último julgamento do STF de um recurso sobre a regra do foro, a PGR entendeu que os fatos sob investigação também poderiam envolver o exercício do cargo de ministro da Casa Civil e justificavam o retorno ao Supremo Tribunal Federal. (Fonte da Informação: Politica Livre).

MORRE LEIVINHA, EX-CRAQUE DE FUTEBOL DO PALMEIRAS AOS 76 ANOS

Por Clóvis Gonçalves

Foto: Reprodução/Redes sociais

João Leiva Campos Filho, conhecido como Leivinha, morreu nesta quinta-feira (4/6), aos 76 anos. Um dos grandes nomes da história do Palmeiras, o ex-jogador enfrentava consequências do Alzheimer e deixa um legado marcante no futebol brasileiro. Leivinha chegou ao Palmeiras em 1971 e se tornou um dos principais símbolos da chamada Segunda Academia, equipe que marcou época no início da década de 1970. Pelo clube, conquistou o bicampeonato brasileiro de 1972 e 1973, além de títulos estaduais.

Com a camisa alviverde, disputou 267 partidas e marcou 108 gols, figurando entre os maiores artilheiros da história do clube. O meia-atacante ficou conhecido pela habilidade, rapidez nas jogadas e presença constante na área adversária. Além do Palmeiras, Leivinha teve passagens de destaque pela Portuguesa, Atlético de Madrid e São Paulo. Pela Seleção Brasileira, integrou o elenco que disputou a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, participando de três partidas no torneio.

Nascido em Novo Horizonte, no interior de São Paulo, o ex-jogador encerrou a carreira precocemente, aos 29 anos, devido a problemas físicos. Mesmo com uma trajetória relativamente curta, seu nome permanece ligado a uma das gerações mais vitoriosas da história palmeirense. Fonte: Metro1.

MULHER MORRE APÓS SER BALEADA POR EX-PREFEITO DURANTE ASSINATURA DE DIVÓRCIO

Por Ara On

Mulher morre após ser baleada por ex-prefeito durante assinatura de divórcio. Foto: Reprodução

Uma mulher de 41 anos morreu na tarde desta quinta-feira (4/6) após ser baleada pelo ex-marido, o vereador e ex-prefeito de Ourilândia do Norte, Romildo Veloso e Silva, durante a assinatura do divórcio do casal em um escritório no município, no sudeste do Pará. A vítima, Ilcicléia Alves Veloso, estava internada desde da última quarta-feira (3), quando o crime ocorreu. De acordo com informações da polícia, Ilcicléia e Romildo haviam ido ao escritório para formalizar o divórcio e concluir a partilha de bens. O casal estava separado há cerca de três meses, e, segundo relatos, o vereador não aceitava o fim do relacionamento. Testemunhas informaram que, antes dos disparos, Romildo pediu ao advogado que os deixasse sozinhos para uma conversa particular. Pouco depois, o profissional ouviu tiros e acionou as autoridades.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Ilcicléia sentada em uma cadeira, com um ferimento provocado na parte posterior da cabeça, ainda com sinais vitais. Romildo foi encontrado morto no banheiro do imóvel, também com um ferimento na cabeça. Um revólver estava ao lado do corpo. A vítima recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Ourilândia do Norte. Posteriormente, foi transferida para o Hospital Regional 279, onde permaneceu internada. A morte foi confirmada pela unidade de saúde nesta quinta-feira (4/6), após agravamento do quadro clínico. A Polícia Civil informou que o caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio. Parceiros ou exes são responsáveis por 72,9% dos feminicídios na Bahia. A Rede de Observatórios da Segurança divulgou a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.

De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025. | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor. Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório. O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia. Fonte: Aratu On